"Falar de Fernando Pessoa não é apenas falar do maior poeta de língua portuguesa do século XX, mas é, também, falar de uma personalidade extremamente controvertida (como a de todo o gênio) e de uma obra vasta, afinal, Pessoa é vários poetas num só."
Jane Tutikian
Foto: Thalles Rezende
A obra "Mensagem", de Fernando Pessoa, é a grande épica portuguesa do século XX. São poemas narrativos que mostram os feitos heróicos de um povo numa perspectiva histórica. Pessoa cria seu próprio estilo, a sua própria epopéia para o livro. É o que faz da obra um poema de rara beleza e grandiosidade.
Lançado comercialmente em 1° de dezembro de 1934, foi o único livro de poemas, em língua portuguesa, que Fernando Pessoa publicou em vida. O restante de sua obra, além dos inéditos, foi publicado em revistas.
O poeta em destaque, escreveu "Mensagem" utilizando uma ortografia anterior à reforma portuguesa de 1911, portanto, uma grafia antiquada. Mantê-la, significaria criar dificuldade para o entendimento da obra. Por essa razão, hoje, a obra é apresentada aos leitores com a grafia atualizada. O entendimento é bem complicado, necessita de grande reflexão para chegar a uma conclusão plena. Imagine antes de 1911, ninguém entenderia nada.
Benedictus dominus deus noster qui dedit nobis signum. Esta é uma expressão em latim citada no livro. Tem como tradução literal: Bendito o Senhor nosso Deus, que nos deu o sinal. Porém, Fernando Pessoa traduziu assim: Bendito seja Deus nosso Senhor, que nos deu o Verbo!
Posso afirmar que, "Mensagem" é um grande livro, para quem gosta de poemas, é claro! Leia, divirta-se com "Mensagem"!
Amigo! Me vê uma cerveja? / Opa! Qual é a cerveja? / Colônia, Colônia, Colônia... / Ah!!! É essa que eu quero! / Cerveja Colônia. Essa Pegou.
Este comercial foi muito mal elaborado. Pra começar as vozes do atores são muito estranhas, um tanto quanto artificial, se assim posso dizer. E a Sheila Mello cantando? Sem tom, sem afinação e com voz de criança. A idéia foi legal, porque a música é tão ruim que entra na cabeça e não sai mais. E assim é o marketing... O cotexto da propaganda é ridículo! Assista o vídeo da campanha da cerveja Colônia:
Grupo Jovem Guarda em apresentação na TV Record (1965).
Aproveitando o tema da novela "Amor e Revolução", do SBT, quero lembrá-los que entre as manifestações artísticas na Ditadura Militar, a Jovem Guarda foi o único movimento em que não se posicionou. Não era a favor, mas também não era contra a ditadura brasileira.
Há 45 anos o Brasil atravessava uma profunda e dolorosa mudança política, social e até mesmo jornalística. O Golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o então presidente João Goulart, acusado de comunista, foi um importante divisor de águas na história da democracia brasileira. O período da ditadura militar foi marcado principalmente pela violência contra indivíduos e contra a imprensa.
A ditadura militar também afetou artistas, entre eles integrantes da Jovem Guarda. Em 1965, estreou na TV Record um programa chamado Jovem Guarda, que logo se transformou em sucesso absoluto. Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia dominavam o cenário do iê-iê-iê. O estilo musical era voltado para jovens e estava sob forte influência de algumas bandas estrangeiras, como os Beatles e os Rolling Stones.
Os cantores da Jovem Guarda eram famosos e adorados. Porém, os setores de esquerda os acusavam de serem alienados, por não se posicionarem contra a ditadura que havia se instalado em nosso país. O grupo não apoiava a violência aplicada pela ditadura, mas também não deixava transparecer que eram a favor da democracia. Diante desta situação, a intelectualidade e os mais politizados desprezavam o grupo e as canções que falavam de amor.
Assista trechos de performances de Wanderléia, Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Golden Boys no programa Jovem Guarda:
Hoje, 07 de abril, quero parabenizar todos os meus colegas de profissão, todos os amigos que conheci no curso de Jornalismo. Desejo todo carinho e felicidades a todos. E sim, sou jornalista por formação! E me orgulho disso. Aos campobelenses metidos a jornalistas, também deixo meus parabéns. Afinal, eles tem coragem de dizer que são jornalistas sem terem frequentado um único dia de aula.
Entendo que a prática é de extrema importãncia, mas a tal prática caminha sempre junto com a teoria. Meus amigos jornalistas sem diploma, que compromisso vocês tem com a veracidade dos fatos? E por quê questiono isto? Simples. Justamente porque visam o lucro e não a informação. Ah, não posso esquecer que vocês visam também o status, que na verdade é um falso status, não é?
Continuando a homenagem aos meus amigos da Cidade Montesa, vocês deixam de tratar a informação como um bem social e a colocam como uma mercadoria a ser negociada nos mais diversos interesses alheios, o que é contrário ao interesse público. Por isso peço neste post que não só a sociedade de Campo Belo/MG, mas todo o país esteja em alerta e que se unam para que a profissão de jornalista seja mais valorizada e fortalecida.
No fundo, tenho pena de pessoas que se acham jornalistas. Campo Belo/MG está cheio de falsos profissionais. E pior de tudo, são respeitados! Fica aqui minha indignação com a Prefeitura e Câmara Muncipal, por pescarem Assessores de Comunicação. Não tenho nada contra os contratados. Sou contra apenas, digo apenas a falta de diploma, profissionalismo e ética dos mesmos.
Nós jornalistas por formação, precisamos do apoio e carinho de toda a sociedade brasileira, precisamos também de mais respeito dos políticos. Não deixe de homenagear o profissional de sua cidade. Parabenize um amigo, colega ou familiar jornalista. Eles merecem um pouco de carinho!
"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter."
Cláudio Abramo
Amor e Revolução é uma novela brasileira, escrita por Tiago Santiago e produzida pelo SBT. A estreia está confirmada para 5 de abril de 2011.
A trama narra uma história de amor entre José Guerra, filho de um militar, e Maria Paixão, líder de um movimento estudantil que combate com forças armadas a ditadura militar no Brasil.
Curioso é que antes das filmagens, o SBT proporcionou para todo o elenco e produção um workshop sobre a ditadura militar, inteirando-os sobre o assunto. Tudo bem que o "laboratório" é sempre de grande valia para os atores, mas um fato histórico nacional é obrigação de todos saberem!
As gravações da novela começaram dia 10 de janeiro de 2011, com um treinamento militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas. Para as cenas de ação, os atores aprenderam sobre artes marciais, aulas de expressão corporal e coreografia de luta para a composição de cenas e caracterização de personagens.
Entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2011, sem a autorização do SBT, cenas da novela foram disponibilizadas no YouTube, tendo a primeira, mais de 47 mil visualizações.
Cópia?...
Para encerrar todos os capítulos de Amor e Revolução, serão usados depoimentos de pessoas que sofreram com a ditadura militar entre 1964 a 1985. É semelhante aos depoimentos que iam ao final de cada capítulo das novelas Páginas da Vida e Viver a Vida ambas de Manoel Carlos, transmitidas pela Rede Globo em 2006 e 2009, retradando as dificuldades verídicas do dia a dia da população.
José Dirceu foi o primeiro a gravar o depoimento. Dilma Roussef negou o convite para relatar sua experiência histórica. Muitos politicos ou apoiadores da causa na época, negaram dar depoimento, alegando ter medo de que mudem o que falaram na edição do vídeo.
Divulgação e polêmica...
O SBT criou uma polêmica ao divulgar chamadas da novela. "Só o SBT tem a coragem de passar a limpo a história recente do nosso país", visto que a Rede Globo na época, apoiou o golpe militar.
A Trama...
Ambientada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a trama tem início com a Revolução de 1964 e perpassa pelo período mais obscuro da ditadura militar, os chamados anos de chumbo. De acordo com o autor, Tiago Santiago, a intenção é narrar a história de personagens diretamente ligados ao tema da ditadura, seja a favor ou contra, como militares, guerrilheiros, torturadores, artistas, jornalistas, advogados e estudantes nos anos brutais da repressão. É possível que a trama avance até a guerrilha do Araguaia, no começo da década de 70.
“Amor e Revolução” será uma novela dinâmica, com muita ação, fortes emoções, cenas de suspense, perseguições, tiroteios, torturas, ao lado de cenas românticas e heróicas. A novela levantará discussões sobre as mudanças comportamentais na década de 60, como o feminismo, o movimento hippie, a cena teatral e musical, as transformações provocadas pela moda, entre outras revoluções culturais dos anos 60.
A trilha sonora...
No final do ano de 2010, abordei o tema Manifestações Artísticas na Ditadura Militar em sala de aula. Mostrei aos meus alunos a maioria das canções que estão presentes na trilha sonora de "Amor e Revolução". Eles não aprovaram. É claro, são músicas antigas e desconhecidas por muitos. A trama tem oportunidade de popularizar músicas esquecidas, além de ampliar os conhecimentos sobre a Ditadura Militar.
Em um total de 28 canções, as principais músicas são: "Alegria, Alegria” de Caetano Veloso; “Apesar de Você” de Chico Buarque; “Cálice” em duas versões: de Chico Buarque e de Milton Nascimento e Pitty; “Coração de Papel” de Ângela Márcia e Sérgio Reis; “London, London” de Caetano Veloso; "Pode vir quente que eu estou fervendo" de Ultraje a Rigor; "Gita" de Raul Seixas; "Domingo no Parque" de Gilberto Gil e Os Mutantes e "Pra não dizer que eu não falei de flores" de Fafá de Belém.
Pipoca na panela, começa arrebentar. Pipoca com sal, que sede que dá! Pipoca e guaraná que programa legal, só eu e você e sem piruá, que tal? Quero ver pipoca pular. Eu quero ver pipoca pular. Quero ver pipoca pular, pular! Soy louco por pipoca e guaraná. Guaraná! Esta foi o tema da melhor propaganda do Guaraná Antártcia até hoje.
Esta campanha fez tanto sucesso no início da década de 1990, que sempre que as pessoas preparavam pipoca, cantavam esta música. Na rua, fazia muito sucesso também com as crianças. Eu que vivi minha infância nesta mesma década, lembro de brincar pelas ruas de Arcos/MG pulando e cantando o tema do guaraná.
Meses mais tarde, em paralelo com a propaganda de "pipoca com guaraná", a Antártica elaborou a "pizza com guaraná", que também fez bastante sucesso, mas não quanto a primeira. "Pipoca com guaraná" foi reelaborada e transmitida em junho de 2008, e não atingiu a expectativa dos idealizadores. Por quê? É simples dizer, os anos passam e os consumidores querem inovação. O consumidor é exigente e procura novidades. Hoje não temos mais tempo de fazer pipoca e comprar guaraná para assistir filmes da Sessão da Tarde. Os tempos mudaram, são outros! Assita o vídeo de "Pipoca com Guaraná!".
Tem histórias desta época, com este comercial? Conte aí!!!
Entre os vinis de minha coleção, o compacto de Frenéticas.
Frenéticas...
Aproveitando que hoje será exibido sobre a carreira das Frenéticas no programa "Por Toda Minha Vida", da Rede Globo, este post antecipa um pouco do que foi este frisson.
O grupo era formado por Leilóca, Lidóka, Regina, Edyr Duque, Dhu Moraes e Sandra Pêra. A história deste grupo é um tanto inusitada!
Em 5 de agosto de 1976, o compositor e produtor musical Nelson Motta inaugurou num shopping no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, a discoteca Frenetic Dancing Days, que se tornou a febre das noites cariocas.
Para servir as poucas mesas no espaço ocupado por uma enorme pista de dança, Motta teve a idéia de contratar garçonetes que, vestidas de malhas colantes, com saltos altíssimos e maquiagem carregada, fariam o atendimento, mas com uma inovação: no meio da noite, subiriam de surpresa ao palco, cantariam três ou quatro músicas, antes de voltar a servir.
Sandra Pêra, que era cunhada de Motta, casado com sua irmã, a atriz Marília Pêra, se interessou pela colocação e trouxe para o grupo as amigas Regina Chaves, Leiloca e Lidoka, que fizeram parte do conjunto Dzi Croquettes, e a cantora Dulcilene de Morais, a Nega Dudu. Completou o sexteto, indicada pelo DJ da discoteca, a mulata Edir de Castro, que tinha participado do elenco do musical Hair. Foi selecionado um repertório de cinco músicas e o grupo ensaiou com o músico Roberto de Carvalho, que então começava a namorar a roqueira Rita Lee.
Mas o sucesso das Frenéticas, como foram chamadas para associá-las ao nome da discoteca, foi tão grande, que milhares de freqüentadores entusiasmados exigiam que elas cantassem cada vez mais. Passaram a fazer shows de mais de uma hora e deixaram de ser garçonetes.
O público foi capturado por uma combinação inusitada de humor picante, erotismo nas roupas e na letra das músicas, ritmo contagiante e uma performance esfuziante no palco. No seu primeiro sucesso, Perigosa, o refrão "dentro de mim" repetido inúmeras vezes entre gemidos lúbricos e gritinhos histéricos, deu o tom de suas apresentações. Com o fechamento da Frenetic Dancing Days, passaram a apresentar-se no Teatro Rival, atraindo um público mais diversificado.
As Frenéticas foram as primeiras contratadas da gravadora Warner, recém instalada no Brasil. O primeiro compacto, "A felicidade bate a sua porta" de Gonzaguinha, foi executado inúmeras vezes nas rádios. Em seguida, o primeiro LP "Frenéticas" vendeu 150 mil cópias rapidamente e recebeu um Disco de Ouro.
No final dos anos 70, conseguiram o feito inédito de emplacar o tema de abertura de duas novelas da Rede Globo, Dancin' Days e Feijão Maravilha. Depois vieram mais três discos pela Warner.
Em 1982, Sandra Pêra e Regina Chaves saem do grupo e o quarteto remanescente assina contrato com a gravadora Top Tape. Mas o único álbum lançado por este selo não fez sucesso e o grupo se desfez em 1984.
No entanto, o sexteto voltou a se reunir em 1992 para gravar o tema de abertura da novela Perigosas Peruas, da Rede Globo, e duas músicas inéditas para uma coletânea de seus sucessos lançada em CD. Até então, a discografia do grupo era constituída apenas de LPs de vinil. Outra coletânea em CD foi lançada em 1999, sem muito sucesso.
Tenho uma pequena coleção de discos de vinil, entres os álbuns que possuo está presente um compacto das Frenéticas (Foto), denominado de "Você escolheu errado o seu super herói!!!", produzido pela Top Tape. O compacto é um disco de vinil pequeno com duas músicas apenas: Lado A - Você escolheu errado o seu super herói (Aguilar - Thomas Brum - Go - Dekinha) / Lado B - O saco cheio de Noel (Gonzaga jr.). Ficha técnica deste compacto: Produtor - Fernando Adour / Arranjos - Cláudio Stevenson / Capa - Valério do Carmo / Foto - Antônio Guerreiro.